Aos domingos, 8h15 no

teste teste teste
Esperança contra o zika vírus
Saúde

Esperança contra o zika vírus

Vacina criada no Brasil inibiu a contaminação do vírus no útero de camundongos

Por Sempre Bem

A comunidade científica revelou recentemente um experimento que traz esperança para muitas pessoas, principalmente para as futuras grávidas. De acordo com o estudo publicado no periódico científico norte-americano, Cell, uma vacina desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, impediu que a infecção causada pelo zika vírus chegasse ao útero de camundongos, evitando a contaminação dos filhotes.

O estudo foi realizado por pesquisadores brasileiros e utilizou como amostra 23 fêmeas de camundongos, dividindo-as em dois grupos. Os testes foram feitos com duas vacinas diferentes, uma desenvolvida no Brasil, que garantiu 100% de proteção às fêmeas imunizadas com apenas uma dose, e outra, dos Estados Unidos, feita com partes do DNA do vírus enfraquecido.

No primeiro experimento, feito com a vacina brasileira, os pesquisadores imunizaram um grupo de fêmeas e no outro grupo foi aplicado um placebo. Um mês depois, elas passaram por um teste, o qual apontou que o grupo vacinado tinha altos níveis de anticorpos que protegem contra o zika no organismo. Após uma semana, elas foram fecundadas e, em seguida, receberam doses do vírus na corrente sanguínea, porém mães e filhotes permaneceram livres da doença.

A grande comemoração desse primeiro experimento é que, com apenas uma dose da vacina, os anticorpos desenvolvidos pela fêmea foram capazes de barrar a entrada do zika na placenta. Danos cerebrais e síndromes que causam malformações nos filhotes também não foram detectados.

A segunda parte do experimento foi realizada com a vacina norte-americana e também alcançou efeitos parecidos, porém foram necessárias duas doses para garantir a imunização e, ainda assim, um pequeno grupo de fêmeas acabou transmitindo a infecção pela placenta.

Esperança para as grávidas

A microcefalia, uma das malformações congênitas causadas pelo zika vírus, é uma das mais preocupantes por conta das sequelas deixadas nos bebês. Desde a epidemia da doença, há pouco mais de um ano e meio, médicos e pesquisadores se dedicam no intuito de encontrar alguma forma efetiva de barrar a transmissão do zika das mães para os bebês.

Quando aprovada, a vacina desenvolvida pelos estudiosos paraenses ajudará no trabalho de imunização de milhões de mulheres em idade fértil e seus parceiros. A princípio, a vacina ainda está proibida para as gestantes, porém os pesquisadores seguem trabalhando para viabilizar a imunização desse grupo. Com relação à comprovação em humanos, ainda existem questões burocráticas envolvidas, mas a expectativa é que os testes comecem ainda este ano, com o apoio do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz.

Por Sempre Bem

Comentários

Cantinho da Bruna

Bruna Thedy mostra que uma produção não precisa de muito para fazer bonito.

Conheça