fbpx

Aos domingos, 8h15 no

teste teste teste
Hérnia de disco
Saúde

Hérnia de disco

Saiba o que é e como tratar

Por Sempre Bem

Pelo menos 80% da população tem ou terá algum problema na coluna, segundo a Organização Mundial de Saúde. Um desses problemas é a hérnia de disco. Essa doença, que antes acometia principalmente pessoas de idade mais avançada, hoje é muito comum entre jovens e se mostra uma verdadeira epidemia.

Trata-se de uma lesão degenerativa da coluna, causando dor localizada, além de formigamento e dormência. A repórter do nosso programa de TV Sempre Bem, Juliana Brito, conhece bem esses sintomas, pois ela tem duas hérnias que inclusive a deixaram sem andar durante 15 dias, e isso quando ela tinha apenas 18 anos de idade. “Eu nem era sedentária, jogava vôlei e, de repente, não conseguia nem andar. Os médicos quase não descobriram o que eu tinha. Após a internação, meu tratamento durou um ano e meio, e nessa época eu sentia muita dor”, conta Juliana. “Só quem tem a doença entende realmente do que se trata. É incapacitante mesmo”. Dois anos depois, o surgimento de duas hérnias no pai de Juliana mostrou que o caso dela era genético. “Elas surgiram exatamente nos mesmos lugares que as minhas”.

Para o fisioterapeuta Hélder Montenegro, a dificuldade de diagnóstico é justificada por conta da época em que Juliana esteve doente: “Quem imaginaria que uma garota teria hérnia de disco? Há alguns anos, isso era raro. Mas, hoje a doença está cada vez mais comum entre pessoas mais jovens”. Segundo Hélder, devido a fatores como o sedentarismo e o fumo, a doença aparece cada vez mais cedo. “O ser humano se movimenta cada vez menos e isso contribui muito”, afirma o fisioterapeuta.

Ele ainda explica que o tratamento da hérnia de disco é feito com uma equipe multidisciplinar de profissionais: “A fisioterapia ajuda, o medicamento ajuda, fazer RPG ajuda, acupuntura também. Não adianta um único profissional querer ser o dono do paciente, pois é um tratamento feito em conjunto”. E mesmo após o tratamento, o paciente precisa fazer exercícios para manter a postura e o fortalecimento do corpo, mas, devido à doença, esse trabalho precisa de acompanhamento apropriado. “Eu considero o profissional de educação física o mais importante no tratamento da hérnia de disco, pois é ele quem vai ajudar a manter os resultados do trabalho dos outros profissionais e, claro, os resultados do esforço do próprio paciente”, afirma Hélder.

A educadora física Marta Cignachi sabe que o combate a essa doença é complexo. “Primeiramente, é preciso ter o diagnóstico. Depois, saber a gravidade do problema, a localização dessa hérnia, se é mais de uma... Só a partir disso é possível indicar o melhor exercício para cada pessoa”, explica Marta. “Geralmente, buscamos exercícios com pouco peso, com menos repetições e com total apoio da coluna. Agachamentos na máquina, no caso da musculação, por exemplo, a pessoa com hérnia não deve fazer. Geralmente, eu indico o agachamento com bola na parede, pois dessa forma a coluna fica completamente protegida. O pilates também é um grande aliado nesses casos”.

Segundo a educadora, também é preciso levar em conta a identificação da pessoa com o esporte. “O mais importante é o indivíduo gostar de fazer o exercício, pois assim ele não vai desistir. De acordo com o que ele precisa, é possível colocar restrições para aquilo que ele prefere praticar. Não necessariamente a musculação é a única possibilidade. Se a pessoa quer praticar outra modalidade, então a gente pensa em quais movimentos ela não pode fazer, ou faz adaptações, e assim o planejamento é apropriado para cada diagnóstico”.

De acordo com o fisioterapeuta Hélder Montenegro, com o avanço da medicina e das técnicas terapêuticas, o tratamento da hérnia de disco está cada vez mais eficiente e menos invasivo. “De todos os pacientes que desenvolvem a doença, apenas 5% vão precisar de cirurgia”, explica.

Prova viva de que a hérnia de disco tem controle é a nossa repórter Juliana Brito, que hoje está completamente recuperada, pratica atividades e mostra que está cheia de saúde e de pique na hora de procurar os melhores assuntos para as matérias do Sempre Bem. Ela, que chegou a fazer o vestibular no hospital e precisou da ajuda da mãe até para tomar banho e pentear os cabelos, hoje não sente mais nada. “Meu tratamento durou um ano e meio e foi com fisioterapia, acupuntura e RPG. Depois, passei para a musculação para fortalecimento. Sei bem quais exercícios posso e quais não posso fazer e, fora isso, levo uma vida normal”.

Por Sempre Bem

Comentários

Recomendamos

Cantinho da Bruna

Bruna Thedy mostra que uma produção não precisa de muito para fazer bonito.

Conheça