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Mão de médico com laço laranja Mão de médico com laço laranja Foto: iStock
Saúde

O que é importante saber sobre a esclerose múltipla?

Por Sempre Bem

Quando se fala em esclerose múltipla, muitas dúvidas ainda persistem sobre a doença. De origem autoimune, ela não tem cura, mas existem tratamentos para oferecer mais qualidade de vida aos pacientes. 

O dia 30 de agosto é nacionalmente dedicado à conscientização sobre essa doença degenerativa que afeta cerca de 35 mil brasileiros, de acordo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). No mundo, segundo o Ministério da Saúde, estima-se que a doença atinja 2,5 milhões de pessoas, uma proporção de 33 para cada 100 mil habitantes. 

O Sempre Bem reuniu informações importantes sobre a esclerose múltipla e traz pra você nas próximas linhas. Confira! 

O que é esclerose múltipla?

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e autoimune. Nela, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, causando lesões no cérebro e na medula espinhal. A EM é mais frequente em mulheres e costuma afetar adultos entre 20 e 40 anos de idade, embora crianças e pessoas de outras faixas etárias também possam ser atingidas. 

A causa da doença ainda é desconhecida e os sintomas variam de acordo com a área do cérebro que é afetada. 

Sintomas da esclerose múltipla

De acordo com a ABEM, os sinais e sintomas mais frequentes são fadiga intensa, fraqueza muscular, dores articulares, alterações na coordenação motora, depressão, entre outros. Veja como se manifestam.

Fadiga

A fadiga é um dos sintomas mais comuns da EM. Caracteriza-se por um cansaço intenso que incapacita por um momento, principalmente quando a pessoa faz um grande esforço físico ou se expõe ao calor.

Alterações fonoaudiológicas

Alterações ligadas à fala e deglutição podem ocorrer no início da doença ou com o passar dos anos. Normalmente manifesta-se por fala lenta, palavras arrastadas e dificuldade para engolir líquidos, pastosos e sólidos (disfagia).

Transtornos visuais

Os transtornos visuais mais comuns relacionados à EM são visão embaçada, visão dupla (diplopia) e perda de visão.

Problemas de equilíbrio e coordenação

O equilíbrio e a coordenação motora também são afetados pela esclerose múltipla. Portanto, a depender do estágio da doença, ela pode causar perda de equilíbrio, debilidade nas pernas, instabilidade ao caminhar (ataxia), tremores, fraqueza geral, vertigens e náuseas.

Rigidez de membros e formigamento

A EM também pode causar rigidez ao tentar se movimentar, e afeta principalmente os membros inferiores. A doença ainda compromete a sensação tátil, que pode se revelar em forma de formigamento ou queimação.

Transtornos emocionais

A esclerose múltipla também pode causar sintomas de depressão, ansiedade, irritabilidade, transtorno de humor e transtorno bipolar.

 Confira também essa conversa da Bruna Thedy com dois especialistas (Esclerose Múltipla

 

Tipos de Esclerose Múltipla

Remitente recorrente 

É a forma mais comum de manifestação da doença. Os sintomas se apresentam por meio de surtos que aparecem subitamente e pode durar alguns dias ou semanas. Depois, os incômodos desaparecem por um período.

Progressiva 

Essa fase normalmente ocorre após anos de doença remitente recorrente. Os sintomas neurológicos, como as dificuldades motoras, evoluem aos poucos e pioram com o passar do tempo, sem intervalos. Por isso, ela é chamada de forma secundariamente progressiva.

QUANDO OS SINAIS DA FASE PROGRESSIVA SE APRESENTAM DESDE O INÍCIO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA, ELA É DENOMINADA DE FORMA PROGRESSIVA PRIMÁRIA.


Fatores de risco

Não há consenso sobre os fatores de risco. Enquanto alguns pesquisadores sugerem que a EM se manifesta por predisposição genética, outros defendem que há fatores hormonais envolvidos. De qualquer modo, destacamos alguns aspectos que podem aumentar o risco de esclerose múltipla. 

  • Histórico familiar: quando uma pessoa já tem parentes com esclerose múltipla, o risco de desenvolver a doença é de 1 a 3% maior se comparado à população em geral.
  • Idade: cerca de 70% dos diagnósticos são feitos entre 20 e 40 anos. Como já foi mencionado, a EM pode se manifestar em qualquer idade, porém é mais comum afetar pessoas nessa faixa etária.
  • Gênero: esse é outro fator que chama a atenção. As mulheres são três vezes mais acometidas pela esclerose múltipla do que os homens. 
  • Etnia: os caucasianos apresentam um risco maior de desenvolver a doença do que  pessoas de ascendência americana, africana e asiática.
  • Outras doenças autoimunes: pessoas que já sofrem com alguma doença autoimune são mais propensas a manifestar a esclerose múltipla.

Tratamentos

Medicamentoso

Embora ainda não haja cura para a esclerose múltipla, existem alguns medicamentos para tratá-la. O tratamento com remédios deve ser indicado pelo neurologista e varia de acordo com o caso. A medicação age para reduzir a atividade inflamatória e a agressão à bainha de mielina (membrana que envolve os neurônios), diminuindo a intensidade e frequência dos surtos. Assim, contribui para proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes. 

O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, disponibiliza o acetato de glatirâmer (Copaxone) na versão de 40 mg para pacientes adultos que sofrem com Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR). O medicamento é injetável e precisa ser aplicado três vezes por semana para impedir a atividade da doença. Cerca de 85% dos pacientes costuma ser diagnosticado com a EMRR.

A ABEM recomenda drogas imunossupressoras (como azatioprina, a ciclosfosfamida, o mitoxantrone, o methotrexate e a ciclosporina) para diminuir a atividade do sistema imunológico; pulsoterapia com corticoides sintéticos (como metilprednisolona de administração venosa e prednisona por via oral) para o tratamento dos surtos; e acetato de glatirâmer associado a outros fármacos para estabilizar a doença.

Pilates

mulher fazendo prancha com bola pilates
Praticar pilates fortalece os músculos, proporcionando mais autonomia para pessoas com EM | Foto: iStock

 

Outra atividade que pode ajudar muito os pacientes com EM é o pilates. De acordo com a ABEM, a prática é importante para quem possui problemas musculares e de mobilidade. Ele pode fortalecer os músculos, proporcionando mais autonomia. 

OS EXERCÍCIOS DE PILATES AUMENTAM A FLEXIBILIDADE. ALÉM DISSO, AJUDAM A DIMINUIR INCHAÇOS, MELHORAR A RESPIRAÇÃO E A CIRCULAÇÃO.


Estudos e avanços

A EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.

Recentemente, uma pesquisa coordenada pelo diretor do Centro de Esclerose Múltipla da Catalunha, Xavier Montalban, apresentou um novo medicamento. O estudo foi publicado na revista médica New England Journal of Medicine  e observou, por meio de ressonância magnética, que a droga analisada, chamada Evobrutinib, inibiu a doença por 48 semanas, ou seja, quase um ano.

A nova droga bloqueia a molécula de tirosina-quinase de Bruton (BTK), reduzindo as lesões cerebrais recorrentes provocadas pela esclerose múltipla. Mesmo em fase de testes e sem previsão para chegar ao mercado, o tratamento já traz esperança para quem sofre com a doença. 

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Referências: MINISTÉRIO DA SAÚDE | Associação Brasileira de Esclerose Múltipla - ABEM | Só notícia Boa 

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