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Obesidade infantil - quais os riscos? Robin Stickel
Saúde

Obesidade infantil - quais os riscos?

Por Sempre Bem

Doces, comidas gordurosas, refrigerantes, batatas fritas… Você já parou pra pensar no impactos desses hábitos alimentares na vida das crianças? A resposta se revela em índices que colocam a obesidade infantil na lista dos problemas de saúde pública no Brasil.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mais de 60% das crianças de até 2 anos já comem bolachas, biscoitos ou bolos. O mesmo estudo revelou que, quando se trata de refrigerantes e sucos artificiais, cerca de 32% dos pequenos nessa faixa etária já consomem esse tipo de bebida de cinco ou mais vezes na semana.

Sabe o que isso significa? Que é hora de repensar o que oferecemos aos pequenos para que eles não sofram as consequências mais tarde. O cuidado já deve começar na fase de introdução alimentar, quando chega a hora de apresentar às crianças novos sabores para formar o paladar. Esse momento é muito importante para que eles, futuramente, prefiram uma alimentação mais saudável.

criança pegando uma fruta
O momento da introdução alimentar é muito importante para que as crianças, futuramente, prefiram uma alimentação mais saudável | Foto: Kelly Sikkema

 

Por que se preocupar?

Lembra da PNS, mencionada anteriormente? Pois é… Ela apontou que 33% dos brasileirinhos, entre 5 e 9 anos, estão acima do peso, e que 15% já estão com obesidade infantil. Se nada mudar, é possível que, até 2025, o Brasil tenha cerca de 11 milhões de crianças consideradas obesas.

Outra informação que não deve ser ignorada é que crianças com obesidade têm 80% de chances de se tornar um adulto obeso, segundo o Ministério da Saúde.

Um estudo realizado pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que, caso a obesidade continue crescendo nos níveis das últimas décadas, em cinco anos haverá mais crianças e adolescentes obesos do que com baixo peso no mundo.

Além disso, a obesidade infantil está relacionada a outras 26 doenças crônicas que deixaram de ser exclusivas de adultos. Atualmente, cada vez mais crianças já têm problemas de diabetes tipo 2, pressão alta e colesterol elevado. Coração, rins e cérebro também podem ser afetados por esse mal.

Você já pensou que, na história recente, é a primeira vez que uma geração tem perspectiva de vida menor e pior que a dos pais?

 

Veja mais sobre Obesidade infantil no vídeo abaixo:

 

Existe desnutrição de obesos?

Pode parecer brincadeira, mas não é. A má alimentação, que ultimamente tem muito açúcar, gordura, sódio e poucos nutrientes, pode resultar em uma criança obesa e ao mesmo tempo desnutrida. Portanto, trocar a comida caseira pelos alimentos de fast food e industrializados não deve ser uma prática constante.

doces coloridos cheios de açúcar
A má alimentação pode resultar em uma criança obesa e ao mesmo tempo desnutrida | Foto: Sharon Mccutcheo

 

Olha que bacana esse artigo que ensina como a inclusão das crianças no processo de preparação dos alimentos pode ajudar na reeducação alimentar! (MiniChefs)

Você já deve estar se perguntando se tudo isso se resolve com o consumo de alimentos saudáveis, não é?! O Sempre Bem te responde agora!

 

O que causa a obesidade infantil?

Na verdade, a obesidade e sobrepeso na população infantil é um problema com muitos fatores - a alimentação é apenas um deles. Como os pais trabalham muito e passam o dia fora, costumam dar preferência a alimentos prontos, pois não têm tempo para cozinhar. O problema é que esses alimentos são muito calóricos e possuem altos percentuais de sódio.

E, se você está pensando que é tudo culpa dos pais, saiba que a construção de hábitos alimentares se dá também por meio de políticas públicas. Informação adequada, ambiente escolar engajado e diminuição da disponibilidade de produtos prejudiciais podem contribuir para a redução do problema.

Outro fator de risco que aumenta os índices da obesidade infantil é o sedentarismo. As crianças estão passando muito mais tempo diante das telas de TV, tablet e celular. As brincadeiras de correr com os colegas da vizinhança é uma cultura que está sendo deixada de lado. Estudos indicam que uma criança de hoje, quando chegar aos 18 anos, poderá ter passado o equivalente a três anos diante dessas telas.

Não é pouco, hein!

Os fatores genéticos também têm influência direta na chance de desenvolver obesidade. Estima-se que a probabilidade de filhos de pais obesos apresentarem o problema é de 80%.

 

Como calcular o IMC de crianças?

O índice de massa corporal (IMC) é o que vai de fato determinar se uma criança está no padrão de peso ideal. Além da relação entre o peso e a altura, é preciso levar em consideração a idade (entre 6 meses e 18 anos).  

Avaliar o peso de crianças menores de 10 anos é um pouco mais complicado, pois há indicadores diferentes para cada subgrupo (0 a 2 anos, 2 a 5 anos e 5 a 10 anos). O ideal é pedir ao pediatra para calcular esse índice durante a consulta para identificar se há desnutrição ou obesidade infantil.

 

O que fazer para mudar esse cenário?

Não é de hoje que o Ministério da Saúde tem apostado em ações para estimular a atividade física, o aleitamento materno e a mudança de hábitos alimentares.

Nessa corrida pela qualidade alimentar, o lanche escolar tende a ser um grande incentivador na hora dos pais optarem por alimentos industrializados. Essa preferência acontece porque muitos alimentos estragam fácil quando estão fora da geladeira, e alimentos passados também fazem mal à saúde. 

Você já deve estar se perguntando o que fazer para combater ou reverter a obesidade infantil, não é?! Se liga nas próximas linhas…

Além de aumentar o aleitamento materno durante a infância, é preciso limitar a ingestão de alimentos como refrigerantes, sucos artificiais, produtos industrializados e fast food. Essas medidas ajudarão muito a manter a qualidade alimentar e evitar a obesidade infantil.  

Se a criança estiver com peso em excesso, é importante procurar um nutricionista para orientar uma dieta hipocalórica. Outra coisa a fazer é combater o sedentarismo, matriculando-a em alguma atividade em que ela gaste energia e calorias. Se você achar que isso não está surtindo efeito, consulte um endocrinologista pediátrico para que ele faça uma avaliação completa do seu filho.

Lanche das crianças

Você estava achando que a gente ia esquecer de te dar dicas para preparar o lanche dos pequenos levarem pra escola? Claro que não, né! 

De uma maneira geral, os lanches das crianças devem ser compostos por alimentos de cada grupo alimentar. A nutricionista infantil Rochele Riquet indica uma fonte de proteína (iogurte, queijo, leite), uma fruta fonte de vitaminas e minerais (tanto in natura quanto o suco sem açúcar) e um carboidrato como fonte de energia (pães e cereais).

1ª Lancheira: Água de coco, melancia, ovo de codorna, biscoito integral

2ª Lancheira: Pera, queijo, pão integral (com queijo ou patê)

3ª Lancheira: Suco integral sem açúcar (sem aditivos), uvas, chips caseiros de macaxeira

4ª Lancheira: Iogurte, maçã, bolinho de banana com cacau

5ª Lancheira: Morangos, iogurte grego caseiro, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas)

 

Você também encontra produtos para reforçar a alimentação do seu filho, oferecendo mais nutrição e saúde, no site das farmácias Pague Menos. 

 

Fonte: Ministério da Saúde | OPAS/OMS | BBC

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