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Entenda a relação entre fibromialgia e depressão Yuris Alhumaydy
Saúde

Entenda a relação entre fibromialgia e depressão

Como não é detectada em exames de imagem, ainda há preconceito com a doença

Por Sempre Bem

O que é fibromialgia

Doença desacreditada por muito tempo, inclusive por profissionais de saúde, a fibromialgia é uma síndrome que afeta principalmente as mulheres, causando dor crônica em todo o corpo. Os principais sintomas são dores nas articulações, nos tendões e nos músculos, mas ela também pode desencadear um quadro de ansiedade e depressão. Para ajudar você a entender mais sobre esse problema, o Sempre Bem vai explicar o que é e qual a relação entre fibromialgia e depressão.

No Brasil, cerca de 2% a 3% da população sofre com a fibromialgia, o que corresponde a aproximadamente 5 milhões de pessoas. Dessas, entre 80% e 90% são mulheres. Cientistas acreditam que a ligação entre o sexo feminino e a fibromialgia pode ser a serotonina, um neurotransmissor que afeta a produção hormonal, o humor, o ritmo cardíaco e até o sono.

Também é importante alertar que esta doença é mais comum surgir em mulheres com faixa etária entre 30 e 60 anos de idade. Isso não significa que a fibromialgia não possa aparecer em pessoas fora dessa classificação etária e em homens.

Como diagnosticar

Como acontece em qualquer doença, o diagnóstico começa com a observação dos sinais. Geralmente, começa com uma dor localizada que se espalha por todo o corpo com o passar do tempo. É mais comum que essa dor surja sem motivos aparentes, mas também há casos em que os sintomas da fibromialgia aparecem após traumas físicos, psicológicos e até infecções.

Entre os fatores que podem ser considerados de risco para desenvolver esse problema estão o sexo, pois é mais comum em mulheres; hereditariedade genética, uma vez que é comum que pessoas da mesma família desenvolvam a doença; e outros problemas reumáticos, como artrite.

Normalmente, pacientes com esse mal demoram a descobrir a doença. Isso se explica porque a fibromialgia não causa lesões nos tecidos nem qualquer inflamação ou sinais de degeneração. É como se não houvesse como provar que a pessoa está sentindo dor generalizada e aí os médicos precisam fazer um levantamento detalhado com cada paciente.

Tratamento ideal

Os cuidados são individualizados de acordo com o nível de dor e da forma que o paciente reage a ela, portanto, não há um tratamento universal recomendado para casos de fibromialgia. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, muitas vezes é feita uma conscientização de paciente e familiares para que eles sigam com o tratamento.

Embora não haja cura para a síndrome, é possível adotar uma combinação de exercícios físicos, hábitos saudáveis, controle do estresse e medicação para ajudar pacientes com fibromialgia a ganharem mais qualidade de vida nas atividades cotidianas. Além disso, o acompanhamento com um psicoterapeuta também pode ser recomendado.

Mas não vai sair por aí praticando atividades que requerem grande desgaste físico, hein!

As modalidades físicas mais recomendadas para quem sofre com o distúrbio são principalmente os exercícios aeróbicos, como caminhada e natação, mas alongamento, fortalecimento muscular e hidroginástica também podem trazer benefícios. Vale ressaltar que, independente da atividade física escolhida pelo paciente, é necessário respeitar os limites do próprio corpo para que não agrave os eventos de dores e cansaço, tá?!

Outros sintomas também merecem uma atenção especial. Estudos apontam que aproximadamente 20% das pessoas que sofrem com fibromialgia também apresentam transtorno depressivo, embora ainda haja quem ignore essa conexão entre as doenças.

O que é depressão

A depressão é um problema causado por alterações químicas no cérebro. Normalmente acontece porque as substâncias que transmitem mensagens de um neurônio a outro (neurotransmissores) não cumprem seu papel da maneira adequada. Os principais neurotransmissores relacionados ao problema da depressão são a serotonina, como já foi mencionado, a dopamina e a noradrenalina.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 5,8% da população brasileira. Significa que uma média de 11,5 milhões de pessoas sofre com o transtorno. É comum que as pessoas pensem que a depressão surge a partir de fatores externos, mas, como qualquer outra doença, não é preciso ter uma justificativa para desenvolver o problema.

A origem da depressão pode ter correspondência com fatores externos, bioquímicos, genéticos e de personalidade. Na prática, isso quer dizer que as causas podem variar. Disfunções hormonais, problemas na tireoide, sedentarismo, baixa autoestima, excesso de peso, traumas físicos ou psicológicos, fibromialgia e dores crônicas são alguns agentes que podem desencadear o transtorno.

Como depressão, fibromialgia e sexo feminino estão relacionados?

Em geral, as mulheres produzem menos serotonina, que é uma substância que também tem participação no processamento da dor. Esse fator faz com que as mulheres sejam mais propensas a enxaquecas, transtorno de humor e depressão. No caso da fibromialgia, a dor e a falta de crédito das pessoas com esse problema provocam a reclusão do fibromiálgico. Isso piora a depressão, que resulta na intensificação da dor, agravando o caso.

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Fonte: Drauzio Varella | De bem com a fibro

Por Sempre Bem

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