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Saúde

Os riscos da hipertensão durante a gravidez

Entenda o que é hipertensão gestacional e os riscos que ela traz para a saúde da gestante

Por Sempre Bem

Gravidez não é doença, mas é preciso cuidado para que todo o período de gestação seja seguro para a mamãe e para o bebê. Hoje, 26 de abril, é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial e o Sempre Bem vem lembrar os riscos da pressão arterial elevada nessa fase. O acompanhamento pré-natal faz toda a diferença para diagnosticar e tratar esse problema.

O que é hipertensão gestacional?

A hipertensão gestacional é uma forma de hipertensão arterial exclusiva da gravidez, que surge depois da 20ª semana de gestação em mulheres que nunca tiveram o problema e que não apresentem sintomas de pré-eclâmpsia. Normalmente, ela desaparece logo nas primeiras semanas após o parto, primeira ou segunda semana, mas, se até a 12ª semana a pressão ainda estiver alterada, a mamãe passa a ser considerada hipertensa.

Também conhecida como doença hipertensiva específica, essa enfermidade é mais comum em gestantes com sobrepeso, com histórico familiar ou pessoal de pré-eclâmpsia, em primeira gravidez, em gestação gemelar (de gêmeos), gestações na adolescência e após os 35 anos e em mulheres de etnia negra.

Mesmo sendo um problema bem menos grave do que a pré-eclâmpsia, o aumento da pressão durante a gravidez pode trazer prejuízos à saúde da grávida e do bebê. Gestantes com pressão alta apresentam maior risco de alterações no fluxo sanguíneo na placenta, redução do crescimento fetal, descolamento precoce da placenta e parto prematuro.

Vale lembrar que a pressão arterial está alta quando a aferição aponta 14/9 mmHg. Se a pressão não ultrapassar os limites de 16/11 mmHg, o caso é visto como não grave, porém, se for maior que isso, passa a ser tratado como hipertensão gestacional grave. O problema também é um fator de risco para que no futuro as mulheres desenvolvam um quadro de hipertensão arterial, ainda que tenham apresentado normalização da pressão arterial após o parto. A longo prazo, elas acabam sendo 4 vezes mais propensas a desenvolver hipertensão arterial crônica.

Quais os sintomas e riscos?

A pressão alta é responsável por diversos problemas de saúde e, acontecendo em um período de tantas mudanças no corpo e no organismo como a gravidez, pode significar riscos sérios para a mãe e para o feto. A pressão sanguínea muito alta, ocorrência de dores de cabeça e abdominais, além de visão comprometida com pontos brilhantes e inchaço em todo o corpo são sinais de que o quadro da gestante é sério e precisa de cuidados médicos rapidamente.

Cerca de 1/3 das gestantes com hipertensão gestacional correm o risco de evoluir o quadro para pré-eclâmpsia, que é uma forma de hipertensão muito mais grave. Por isso, é muito importante que a grávida seja observada cuidadosamente durante toda a gestação, com monitoramento frequente de proteinúria (perda de proteínas na urina), fator verificado por meio do exame de urina.

Existem características clínicas que indicam alerta ao risco de progressão da hipertensão gestacional para pré-eclâmpsia, como o aparecimento da hipertensão antes da 34ª semana de gestação, hipertensão arterial grave, níveis de ácido úrico elevados e alterações no fluxo da artéria uterina, detectáveis por ultrassom doppler.

Como prevenir?

Apesar de ter fatores diversos, a prevenção para a ocorrência de hipertensão na gestação passa por uma receita bem conhecida: alimentação equilibrada, pouco sal e atividades físicas.

É importante ficar de olho nos hábitos alimentares e no ganho de peso. Dê preferência a uma dieta rica em ácido fólico, que é um nutriente com ação vasodilatadora, pobre em sal, o principal gatilho para o disparo da pressão, e pratique exercícios físicos, sem exageros, claro. Procure sempre especialistas para que você tenha a melhor orientação e acompanhamento.

Ah, e também precisa eliminar o consumo de bebidas alcoólicas, viu!

Quais os tipos e como tratar cada um deles?

Hipertensão gestacional não grave - pressão arterial menor que 16/11 mmHg

Grande parte das grávidas com hipertensão apresenta níveis de pressão arterial abaixo de 160/110 mmHg. Nesse tipo de hipertensão gestacional, não é necessário ficar de repouso na cama, mas é recomendada uma redução nas atividades do dia a dia. Também é preciso evitar exercício físico e, se as atividades profissionais forem muito estressantes ou exaustivas, o ideal é o afastamento.

O acompanhamento médico deve acontecer semanal ou bissemanalmente para medir a pressão arterial e a excreção de proteínas na urina, medidas preventivas que visam identificar precocemente o risco de evolução para pré-eclâmpsia. Além disso, a gestante é orientada a aferir sua pressão arterial diariamente em casa. Como não traz risco para a mãe nem para o bebê, o tratamento não inclui medicamentos anti-hipertensivos.

Hipertensão gestacional grave - pressão arterial maior que 16/11 mmHg

A hipertensão gestacional grave normalmente apresenta taxas de complicação semelhantes às da pré-eclâmpsia nas futuras mamães. Por esse motivo, deve-se ficar atenta e seguir as recomendações do médico à risca. Nesses casos, o uso de anti-hipertensivos é indicado, bem como a antecipação do parto, que deve ocorrer entre a 34ª e a 36ª semana de gestação.

Quando o quadro se agrava antes de completar 34 semanas, é recomendada a internação hospitalar para que se faça o controle da pressão arterial e a monitorização do feto. Assim, tenta-se levar a gravidez de modo seguro até, no mínimo, a 34ª semana.

Nunca é demais lembrar que qualquer medicamento durante a gravidez deve ser indicado pelo seu obstetra ou cardiologista, ok?!

 

Outros tipos de hipertensão na gravidez

Hipertensão crônica preexistente

Qualquer pessoa que tenha valores da pressão arterial frequentemente acima de 14/9 mmHg já é considerada hipertensa.

Na gravidez, a hipertensão é considerada preexistente se ela já existia antes de a mulher engravidar. Uma mulher que já tem hipertensão antes da gravidez, continuará hipertensa durante a gestação. Também considera-se hipertensão preexistente a alteração na pressão arterial que ocorre anteriormente à 20ª semana. Nesse caso, os especialistas entendem que a mulher já era hipertensa antes da gestação, mas não sabia.

Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é quando a hipertensão surge após a 20ª semana de gravidez e vem associada à perda de proteínas na urina, usualmente chamada de proteinúria. Uma situação em que a hipertensão que surge após a 20ª semana de gestação e está associada a problema renais, do fígado, do sistema nervoso central ou queda no número de plaquetas também pode ser pré-eclâmpsia.

Pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica

Esse tipo de pré-eclâmpsia ocorre em mulheres previamente hipertensas. Acredita-se que a doença ocorra por causa de problemas no desenvolvimento dos vasos da placenta no início da gravidez, período em que a ela está se implantando no útero.

À medida que a gravidez evolui e a placenta aumenta, a ausência de uma vascularização adequada leva a uma passagem sanguínea insuficiente, o que pode ocasionar isquemia placentária. Com a falta de circulação adequada, a placenta produz uma série de substâncias que, ao caírem na vasos sanguíneos maternos, causam descontrole da pressão arterial e lesão nos rins.

Eclâmpsia

Imagino que a essa altura você deve estar se perguntando o que é de fato a eclâmpsia... O que caracteriza a eclâmpsia é a presença de uma ou mais crises convulsivas em uma grávida diagnosticada com pré-eclâmpsia.

Apesar do que os nomes das doenças possam sugerir, a eclâmpsia não é a evolução da pré-eclâmpsia, mas sim a primeira é uma forma mais grave da segunda. É preciso ter atenção redobrada nesse caso, pois, se a pressão não for controlada, recorre-se ao aceleramento do parto para diminuir o risco de morte da mãe e do bebê.

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Fontes: MD.Saúde | Bebê.com.br

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