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Mitos e Verdades Sobre Pneumonia

O dia 12 de novembro é o Dia Mundial da Pneumonia, que visa conscientizar pessoas sobre a importância da prevenção dessa doença que é uma das que mais mata no Brasil. Conversamos com o médico Daniel Coriolano sobre o assunto. Confira!

O que é a pneumonia e quais são os sintomas?

“É uma doença dos pulmões causada por algum agente biológico, que pode ser um vírus, bactéria e fungo. Quando isso acontece é associado a alguns sintomas, como tosse, expectoração e dor durante a respiração”, explica Daniel Coriolano.

Mitos e Verdades

Gripe pode causar pneumonia?

VERDADE! De acordo com o médico da família, a gripe é uma doença causada por um vírus que, caso progrida e a pessoa tenha algum problema de saúde anterior, compromete o sistema imune e pode ser um agravamento da pneumonia.

Qual o sintoma específico da gripe e da pneumonia que permite a diferenciação?

“A gripe fica mais no sistema respiratório superior, por isso o nariz fica com coriza amarelada ou esbranquiçada, pode causar espirros e febre. Já a pneumonia é algo mais grave e causa dificuldade na respiração, aumenta a frequência respiratória, a tosse é mais intensa e a pessoa que está doente fica mais decaída”, ressalta o especialista.

Os sintomas da gripe passam mais rápido do que os da pneumonia?

Conforme o médico da família, de 7 a 14 dias, a gripe, como é causada por um vírus, tem a melhora do quadro de forma espontânea, só tomando os cuidados gerais e aumentando a quantidade de água tomada durante o dia. 

Já na pneumonia, causada por bactéria, é preciso que tenha intervenção médica e a prescrição de antibiótico. Caso isso seja feito rápido, vai passar de forma rápida. Se não for tratada, vai demorar mais dias e progredir para a piora do quadro geral da pessoa, causando algumas complicações da pneumonia que levam ao risco de morte. Por isso, ocorre a internação mais frequente na pneumonia do que na gripe. 

Se a pneumonia pode ser tratada com antibiótico, por que existem tantos casos de morte e de internação?

Esses casos estão mais direcionados às pessoas de maior idade que, por vários motivos, já têm outras doenças e a saúde comprometida. “Para os casos que levam a óbito, a pneumonia normalmente é mais um fator que contribui para isso”, completa Daniel Coriolano. 

Algumas pessoas podem ter apenas o princípio de pneumonia?

MITO! Ou a pessoa tem a doença ou não tem. Para, o profissional, no início os sintomas podem ser mais discretos, mas com o passar das horas ou dos dias, vai se estabelecer o quadro de uma forma bem precisa para que o diagnóstico seja dado.

Pneumonia afeta apenas crianças, idosos e pessoas doentes?

MITO! “Os extremos de idade sofrem mais. Assim como as crianças e os idosos, qualquer faixa etária está suscetível a ter essa doença”, ressalta o médico.

Crianças e idosos podem ser considerados grupo de risco, pois os idosos já têm outras doenças e a pneumonia vem para piorar o seu quadro de saúde. Enquanto as crianças estão construindo seu sistema imunológico e estão sujeitas a adquirir a doença por ter contato frequente com muitas pessoas em ambientes mais condensados.

Pneumonia pode ser causada por substâncias tóxicas?

De acordo com Daniel, quando existe agente tóxico ou químico em algum local, isso vai comprometer o sistema respiratório, que pode ser confundido com uma pneumonia. 

Quais hábitos devem ser adotados no dia a dia para evitar o contágio da pneumonia?

Como se trata de uma doença transmitida pelas vias respiratórias, se alguém estiver com a bactéria ou vírus, pode passar para outras pessoas. Por isso, “é importante ter cuidados gerais de higiene, como lavar as mãos ao colocar no nariz e boca, passar álcool em gel 70% para reduzir a quantidade de bactérias”, alerta o especialista.

Os cuidadores de crianças e de idosos também devem ter atenção, porque eles também são fontes de transmissão. 

A vacina é a melhor maneira de erradicar essa doença?

Para Daniel Coriolano, existe a vacinação contra a influenza que previne contra os vírus e a vacinação antipneumocócica que previne a pneumonia por bactéria, reduzindo demais as chances.

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Matéria originalmente veiculada no programa de 10 de novembro de 2019.