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Distúrbios da Tireoide: saiba quais são e os tratamentos

Perto da nossa boca, próximo à região da garganta é onde está localizada a tireoide. E, de acordo com uma pesquisa global, certos distúrbios da tireoide estão passando despercebidos em meio ao estilo de vida de muitas mulheres. Confira a matéria com a Bruna!

Distúrbios da Tireoide

Perto da nossa boca, bem na região da garganta, é onde está localizada a tireoide. De acordo com uma pesquisa global, certos distúrbios da tireoide estão passando despercebidos em meio ao estilo de vida de muitas mulheres. É disso que a gente vai falar agora com a Christianne Taumaturgo, que é a endocrinologista.

O que é a tireoide e qual função dela no corpo?

Segundo a endocrinologista, é a maior glândula do corpo humano e tem diversas funções, na verdade, há uma produção hormonal diária contínua. Esses hormônios vão cair na corrente sanguínea, vão circular e ser captados por praticamente todos os órgãos.

Quais são os principais distúrbios que existem na tireoide?

Os mais comuns são o excesso de hormônio (hipertireoidismo), a redução dos hormônios (hipotireoidismo) e nódulos (tóxicos ou atóxicos) na dependência de haver ou não produção hormonal alterada.

Pode ser que a pessoa tenha um nódulo e consiga viver o resto da vida, pois é possível que esse nódulo seja maligno. “Em torno de 3 a 7% de algumas estatísticas vão considerar os nódulos malignos. A imensa maioria são nódulos benignos”, afirma a especialista.

Diferenças entre o hipertireoidismo e hipotireoidismo 

Geralmente eles têm uma base comum, que é autoimune, ou seja, há uma disfunção do sistema imunológico que passa a produzir anticorpos que vão atacar a glândula. 

Para Christianne, esses anticorpos podem ser estimulantes, que vão levar ao hipertireoidismo, com o aumento do volume glandular e o excesso de hormônio circulante; quando os anticorpos são bloqueadores, levam ao hipotireoidismo, que é uma redução da produção desses hormônios.

Quase todos os casos de hipertireoidismo, há um aumento da tireoide, “em torno de 90% dos casos de hiper existe o bócio, que é o aumento do volume da glândula”, comenta a endocrinologista. 

Mas isso não necessariamente acontece no hipo, porque existe uma forma atrófica, redução volumétrica da glândula, mas não necessariamente você pode ter hipo cursando também um bócio (aumento do volume glandular).

Quais são os sintomas?

Hipotireoidismo 

  • ganho de peso, mas não grandes obesidades
  • pele mais seca
  • unhas ressecadas e descamadas
  • cabelo ressecado
  • alterações cardíacas
  • inchaço
  • cansaço
  • alterações de memória
  • distúrbios psiquiátricos

Hipertireoidismo 

  • perda de peso, muitas vezes, bastante intensa
  • pele quente e fina
  • cabelo fino
  • aceleração do metabolismo

Essas duas disfunções aparecem mais nas mulheres?

Conforme Christianne Taumaturgo, ambas são mais frequente em mulheres. No hipotireoidismo, tem 13 mulheres para cada homem; e no hipertireoidismo, tem 7 mulheres para cada homem. 

Tratamento

No hiper, o tratamento na maior parte das vezes é feito com medicamentos e normalmente dura em média dois anos. Já no hipo, que há uma redução da produção hormonal, geralmente o tratamento é para sempre.

“O medicamento é o principal tratamento, mas no caso do hipertireoidismo, há cirurgia e o iodo radioativo, que apresenta a vantagem de ser um procedimento ambulatorial e o paciente não precisa ser internado”, pontua a especialista.

Isso acontece também para tratamento de câncer na tireoide, mas o que muda no tratamento do hiper é a dose ser bem menor do que no tratamento para câncer de tireoide.

Existem casos de depressão que podem estar ligados ao hipotireoidismo? 

Esses casos merecem mais atenção, porque não apresentam uma disfunção tiroidiana óbvia. Então, é possível tratar um quadro demencial ou depressivo, e ter uma base de hipotireoidismo. Cuidando da tireoide, o tratamento do distúrbio psiquiátrico vai ser muito mais afetivo e ter um resultado bem mais rápido.

Com o passar da idade, a mulher vai ficando mais suscetível a esses distúrbios?

“25% das mulheres após os 65 anos vão ter hipotireoidismo e nódulos também que vão aumentando com a idade. Estima-se que na população acima de 60 anos, chega a 20% de incidência. No hipertireoidismo, existe um pico de incidência entre 20 e 40 anos”, aborda a profissional.

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Matéria originalmente veiculada no programa de 20 de outubro de 2019.