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Doenças Da Pele Podem Ter Motivação Emocional

Você já sentiu coceira na pele, lesões ou alguma irritação aparentemente sem causa? Saiba que esses sintomas podem ter origem emocional. É sobre isso que a gente vai falar agora com a Lia Albuquerque, que é dermatologista.

Quais são as principais doenças de pele que podem se originar do estado emocional?

Para Lia Albuquerque, existem várias doenças dermatológicas que podem tanto ser desencadeadas como agravadas pelo estado emocional, por exemplo, a dermatite ceborreica (caspa), alopecia areata, rosácea, psoríase, vitiligo, desidrose... são várias doenças que estão associadas com alterações emocionais.

Vitiligo

É uma doença de pele caracterizada por manchas brancas que podem surgir em qualquer área do corpo e podem acontecer só em um local como também várias regiões ao mesmo tempo. O vitiligo pode tanto ser desencadeado como agravado por alterações emocionais ou estresse mais intenso. 

“O vitiligo acontece porque ocorre uma diminuição ou ausência dos melanócitos em regiões específicas da pele. Essas células são responsáveis pela produção do pigmento da pele, por isso que as lesões ficam brancas”, explica a especialista.

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Essa doença autoimune e pode estar associada a outras doenças autoimunes, como tireoidite e diabetes mellitus. Sempre que o paciente diagnosticar um caso de vitiligo, o médico precisa procurar e investigar nessa pessoa se há associação com outras doenças como essas.

Tratamento do vitiligo

Como o vitiligo não tem cura, existem tratamentos para diminuir as lesões e melhorar a qualidade de vida do paciente. “As principais formas de tratamento são uso tópico de alguns tipos de corticoides e tacrolimos que são substâncias que vão ajudar a repigmentar aquela região que está branca”, pontua a profissional.

Outra forma de tratamento é a fototerapia, em que o paciente entra em uma cabine de luz, que vai estimular e fazer com que os melanócitos cheguem àquela região que está branca e produzam o pigmento, diminuindo a mancha.

Psoríase 

A psoríase é uma doença caracterizada, principalmente por manchas avermelhadas e descamativas. Pode acometer qualquer região do corpo, como a face extensora do cotovelo, do joelho e do couro cabeludo. 

“É um problema bastante estigmatizante, porque altera a qualidade de vida do paciente até do ponto de vista de sociabilização e de conseguir um emprego”, revela Lia. Por isso, é muito importante tratar.

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Trata-se de uma doença não é contagiosa, portanto, é fundamental sempre combater o preconceito pelo fato de ser um problema visível e estigmatizante.

Tratamento da psoríase

O sol nos horários permitidos ajuda muito e a hidratação da pele é fundamental. “Usamos tratamentos tópicos dependendo de cada caso e da gravidade dessa psoríase, que é feito à base de corticoides e tacrolimos. Há também o tratamento à base de medicações orais, como metotrexato, e tratamentos com substâncias injetáveis, como imunobiológicos”, aborda Lia Albuquerque.

Em casos em que a psoríase é mais grave ou quando está associada a alterações das articulações (artrite psoriásica), os imunobiológicos são muito importantes.

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Assim como o vitiligo, a psoríase não tem cura. Mas tem como tratar e melhorar bastante a qualidade de vida desses pacientes.

Desidrose

É uma lesão e doença de pele caracterizada por bolhinhas, vesículas que têm água dentro. “Acomete o dorso dos dedos (na lateral), tanto mãos quanto pés podem ser atingidos, mas as mãos são mais atingidas”, comenta a especialista.

Muitas vezes, essa doença está associada ao aumento do suor dessa região, que é a hiperidrose; ou pode estar associado à manipulação de substâncias agressivas, como sabão e alguns produtos de limpeza que podem desencadear o surgimento da desidrose ou piorar.

Um sintoma importante dessa doença também é a coceira, que altera bastante a qualidade de vida desses pacientes, por isso, precisa ser tratada.

Tratamento da desidrose

Segundo a dermatologista, o tratamento é baseado principalmente na aplicação tópica de corticoide. Às vezes, essas lesões ficam infectadas e precisam ser tratadas com o uso de antibiótico oral ou tópico. Com isso, consegue controlar bastante essa alteração de pele que incomoda bastante as pessoas.

Estresse, problemas no trabalho e na família podem desencadear essas lesões, deixando-as mais graves e os sintomas ficam mais evidentes. “É importante o tratamento com um dermatologista, além da ajuda do psicólogo ou do psiquiatra para que o tratamento seja multidisciplinar, oferecendo o melhor resultado para o paciente”, revela Lia.

Essas doenças não são contagiosas, por isso, se conhecer alguma pessoa que tenha alguma delas, não deixe que ela passe por uma situação de constrangimento ou preconceito. É importante ajudar esse indivíduo para que fique melhor e se sinta bem.

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Matéria originalmente veiculada no programa de 21 de abril de 2019.