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De olho na tireoide!
Bem-Estar

De olho na tireoide!

Prevenção é o melhor caminho.

Por Sempre Bem

No último domingo, o Sempre Bem exibiu uma entrevista com a endocrinologista Claudia Peter a respeito das disfunções da tireoide durante a gravidez. Com certeza, as futuras mamães ficaram atentas e aprenderam muito durante esse bate-papo.

Para começar, a médica deixou bem claro que disfunção é diferente de alteração. “Toda gestante vai sofrer alterações em sua tireoide porque ela vai produzir o hormônio do qual o feto precisa para se desenvolver. O que será investigado durante o pré-natal é se há disfunções, ou seja, alterações anormais e que prejudiquem as grávidas ou o feto”, explica ela.

Por isso, as mamães não precisam se alertar ao menor sinal de que a tireoide está atuando de forma diferenciada. Com o acompanhamento correto durante o pré-natal, qualquer alteração será interpretada e, a partir daí, se necessário, o profissional de saúde indicará qual a melhor forma de realizar o tratamento. “O ideal é que a gestante seja acompanhada por um obstetra e também por um endocrinologista”, completa a profissional.

Durante a gravidez, tanto o hipertireoidismo (aumento da produção do hormônio da tireoide) quanto o hipotireoidismo (diminuição da produção desse hormônio) podem aparecer. “Com a baixa produção do hormônio, surgem sintomas como sono e indisposição, o que é muito comum na gravidez. Já palpitações costumam surgir em casos de hipertireoidismo”, enfatiza a endocrinologista.

A médica também explica que é imprescindível que a gestante fique atenta porque, se não forem diagnosticadas e tratadas, as disfunções na tireoide podem causar má formação do feto, parto prematuro, eclampsia e até abortos. “É preciso observar quem tem casos de disfunções na família, pois esse fator aumenta as chances da mulher desenvolver a doença. Mas, com o acompanhamento apropriado, as sequelas podem ser evitadas”.

Uma das formas de se prevenir das disfunções da tireoide é com a inserção de iodo na alimentação, mas desde 1995 esse mineral é obrigatoriamente adicionado ao sal de cozinha. E, segundo a Dra. Claudia Peter, não é preciso, e nem mesmo é recomendado, que seja receitado mais iodo para uma paciente com disfunção na tireoide. “Mesmo as mães que não comem muito sal de cozinha não precisam tomar iodo. Essa substância está presente no sal dos enlatados e do pão. A ingestão de altas doses de iodo pode, inclusive, causar problemas à mãe e ao feto”.

Mas, não são apenas as gestantes que precisam ter atenção. Esse recado vale para todas as pessoas. Até mesmo o recém-nascido pode ter o hipotireoidismo congênito, uma disfunção que nada tem a ver com a mãe da criança. “Os problemas congênitos são do próprio bebê, eles não têm qualquer ligação com hereditariedade”, explica a endocrinologista. Para saber se a criança tem alguma disfunção congênita, é realizado o teste do pezinho já no sétimo dia após o nascimento. Esse exame é importantíssimo, pois detecta doenças que podem trazer sequelas quando não tratadas a tempo. “Se até os dois anos de idade a criança não for tratada do hipotireoidismo congênito, ela tem altas chances de desenvolver uma deficiência mental que infelizmente é irreversível”.

Já os adultos podem verificar se está tudo bem com a tireoide visitando o endocrinologista regularmente e fazendo o TSH, o exame que mede as dosagens dos hormônios produzidos pela glândula.

Por Sempre Bem

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