A Campanha

Obrigado por ajudar a proteger a natureza e cuidar dos nossos animais em extinção.

Graças ao amor de tantos brasileiros pelo meio ambiente, a campanha Bichinhos do Brasil foi um grande sucesso. Parte da renda obtida foi revertida para projetos de preservação e ajudou na valorização da fauna e de vários animais. Agora, os Bichinhos do Brasil estão em milhares de casas por todo o país, fazendo a alegria de crianças e conscientizando sobre a importância de preservar a natureza.

Eu sou o Macaco-prego

Sou um mamífero inteligente e muito brincalhão. Moro no Brasil e em outras florestas da América do Sul, por isso adoro ficar em cima das árvores. Só desço para beber água e passear um pouquinho.

Lá em cima, me divirto comendo cocos e nozes, que abro com ajuda de pedras. Também adoro lanchar sementes, folhas, flores, ovos, insetos e até caranguejos.

Posso pesar até quase 5 quilos e medir até 48 centímetros. Minha cauda esticada chega a ter o meu tamanho. Como você pode ver, tenho bastante pelo no rosto e isso me dá um charme especial.

As maiores ameaças para mim são o desmatamento e a caça feita pelo homem. Esse mau comportamento tem reduzido muito minha família ao longo dos anos. Por isso, estamos sempre em busca de proteção e carinho.

Cada macaco-prego vive em um grupo de até 40 macaquinhos. Nos comunicamos com assobios, gritos e chiados. Achamos muito importante ajudar uns aos outros, pois assim vivemos mais felizes.

Eu sou a Onça-pintada

Sou o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo. Felino é todo animal da família dos gatos, mas tenho muito mais força que um simples bichano.

Estou espalhada pela América, inclusive pelas florestas brasileiras. Adoro nadar, e costumo me alimentar de capivaras, jacarés, veados e tatus. Minha pelagem é amarelo-dourado e minhas pintas são como impressões digitais: nenhuma onça possui as mesmas que outra onça.

Posso pesar até 135 quilos e medir até 1,80 m. Preciso de um espaço amplo e preservado para viver bem. Ou seja, quando sou encontrada, pode ter certeza de que aquela região está bem conservada.

O desmatamento e a caça humana me deixam muito triste. Minha família está cada vez menor por causa disso. Por isso, pedimos que nos respeitem e preservem nossas casas.

Felizmente, alguns projetos de proteção ambiental têm se dedicado a cuidar da minha espécie. Dessa forma, minha família tem cada vez mais esperanças de viver em paz.

Eu sou o Jumento

Na hora de falar de mim, as pessoas não se decidem: me chamam de jumento, asno ou jegue. Só que, na verdade, todos esses nomes querem dizer a mesma coisa. Mas pode me chamar de jumento mesmo.

Só não me confunda com cavalo, mula ou burro, embora sejamos da mesma família. Se tenho filhos com uma jumentinha, nasce um jumentinho. Já se tenho filhos com uma égua, nasce um burrinho, caso seja macho. Sendo fêmea, chamamos de mula.

A confusão não para por aí: cavalos e éguas são do grupo dos equinos. Nós jumentos somos asininos. Mulas são muares e burros são chamados de bestas, com todo respeito.

Infelizmente, com a égua não posso ter netinhos, pois burros e mulas são estéreis, ou seja, não podem ter filhos. Mas eles chegam a ficar maiores que eu. Outra diferença dos jumentos para os muares é que nós temos mais pelos e orelhas maiores.

Sou um mamífero conhecido pela minha força e estou presente em várias partes do mundo. Trabalho há tanto tempo com o homem, que apareço até na Bíblia. Me usam como transporte, animal de carga ou de estimação. Só não aceito que eu e meus parentes sejamos vendidos em grande número para fabricação de produtos industrializados, pois nos machucam e acabam com nossa família.

Ao longo do meu 1,30 metro de altura e dos meus 400 quilos, sou um bichinho de confiança, fiel e muito trabalhador. Vivo mais feliz no campo, mas ainda posso ser visto pela cidade, dando o ar da minha graça.

Eu sou o Tatu-bola

Mesmo tendo em média apenas 30 centímetros de comprimento, recentemente os olhos do mundo se voltaram para mim, no maior evento de futebol da Terra. Mas de todo o planeta, só sou encontrado no Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina, principalmente nas regiões secas.

Sou um mamífero diferente dos meus primos tatus, pois não cavo buracos nem tenho vida subterrânea. Meu lugar preferido é em cima da terra, e às vezes ando próximo dos rios.

Meu cardápio é bem variado: como formigas, cupins, besouros, raízes, vegetais e alguns frutos. Não, não sou gordinho. Me chamam de bola porque sou o único da minha espécie capaz de me enrolar completamente em minha carapaça. E devo admitir: fico igual a uma bolinha.

Minha carapaça é bem forte, quase uma armadura. Ela me protege de outros animais, mas não dos homens maus. Muitas vezes, eles nos caçam e destroem nossas casas. Em várias regiões do Brasil, por exemplo, não posso mais ser encontrado.

Como meu estado de conservação é considerado quase vulnerável, algumas associações se dedicam a proteger minha espécie. E o que me deixa mais feliz é saber que muitas outras associações protegem a natureza e milhares de bichinhos por aí.

Eu sou o Peixe-boi

Meu nome costuma confundir, é verdade: não sou peixe, muito menos boi. Sou um mamífero que vive na água, mas detesto banho frio. Por isso sou encontrado em águas mais quentinhas, sejam doces, sejam salgadas.

Não consigo me esconder atrás de uma simples pedrinha. Chego a 4 metros de comprimento e posso pesar até 800 quilos. É que sou muito guloso. Tem dias que passo 8 horas comendo. É quase um rodízio de vegetais aquáticos.

Foi na época do descobrimento do Brasil, no ano de 1500, que comecei a ficar mais famoso. Uma fêmea de peixe-boi foi descrita nas cartas enviadas a Portugal. Pode dizer: sou uma celebridade.

Meus dentes não são afiados e eu não como animais. Sou um animal fofinho, de cauda larga e achatada, bem mansinho. O triste é que muitos se aproveitam disso para mexer comigo e caçar meus amigos.

No Brasil, eu e minha família costumávamos nos divertir do Espírito Santo ao Amapá. No entanto, hoje não sou mais encontrado no Espírito Santo, na Bahia em Sergipe. Os homens insistem em nos caçar e isso ameaça nossa espécie.

Desde os anos 1960, sou protegido legalmente. O governo federal também me protege, mas precisamos também da contribuição de todos para continuarmos sendo esses bichinhos que espalham charme e simpatia pelas águas do planeta.

Eu sou o Tatu-bola

Mesmo tendo em média apenas 30 centímetros de comprimento, recentemente os olhos do mundo se voltaram para mim, no maior evento de futebol da Terra. Mas de todo o planeta, só sou encontrado no Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina, principalmente nas regiões secas.

Sou um mamífero diferente dos meus primos tatus, pois não cavo buracos nem tenho vida subterrânea. Meu lugar preferido é em cima da terra, e às vezes ando próximo dos rios.

Meu cardápio é bem variado: como formigas, cupins, besouros, raízes, vegetais e alguns frutos. Não, não sou gordinho. Me chamam de bola porque sou o único da minha espécie capaz de me enrolar completamente em minha carapaça. E devo admitir: fico igual a uma bolinha.

Minha carapaça é bem forte, quase uma armadura. Ela me protege de outros animais, mas não dos homens maus. Muitas vezes, eles nos caçam e destroem nossas casas. Em várias regiões do Brasil, por exemplo, não posso mais ser encontrado.

Como meu estado de conservação é considerado quase vulnerável, algumas associações se dedicam a proteger minha espécie. E o que me deixa mais feliz é saber que muitas outras associações protegem a natureza e milhares de bichinhos por aí.

Eu sou a Arara

Modéstia à parte, poucos animais são tão charmosos, lindos e coloridos como eu. Sou uma ave divertida e que tem vários passatempos, como tomar banho de chuva, dançar e até imitar outros bichos.

Nasci no continente americano, mas hoje habito florestas tropicais de várias outras partes do planeta. No Brasil, sou encontrada no Pantanal, na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica.

Com meu forte bico, furo o tronco das árvores ocas para construir meu ninho, mas também posso deixá-lo no alto das palmeiras. Atinjo 1 metro de comprimento e meu peso varia de 3 a 5 quilos. É que eu sou light, só gosto de frutas, castanhas, sementes, alguns pequenos insetos e larvas.

Posso não falar como meus primos papagaios, mesmo que eu aprenda algumas palavras. Porém, sou capaz de fazer um escândalo. Não me entenda mal, é que vivo em bando e essa é minha forma natural de me comunicar.

Não consigo voar a longas distâncias. Mesmo assim, sou muito adorada como bichinho de estimação. Só que isso, na verdade, atrapalha minha família. Onde gosto de viver mesmo é nas florestas, mas até elas estão sendo destruídas pela ação do homem.

Essas práticas ilegais têm ameaçado minha família, mas felizmente algumas de nós temos sido mantidas em criadouros comerciais, o que ajuda a manter viva e saudável a nossa espécie.

Eu sou a Tartaruga

Sou um réptil simpático e pertenço a uma família muito grande, cujos membros são chamados de quelônios. Os quelônios possuem cerca de 260 espécies e estão no planeta há mais de 200 milhões de anos. Nossa característica em comum? O casco, claro.

Alguns me confundem com jabutis e cágados. Mas, diferentemente das tartarugas, jabutis só vivem na terra, têm casco alto e patas cilíndricas como as de um elefante. Já os cágados são de água doce, enquanto eu também posso ser de água salgada. Além disso, os cágados possuem o casco mais achatado que o meu e um pescoço maior.

Com minha forte mandíbula trituro alguns invertebrados. Também amo comer caranguejos, moluscos e mexilhões. Graças a essa fome toda, chego a pesar em média 140 quilos e medir 1,36 metro.

Minhas nadadeiras dianteiras são curtas, grossas e com duas unhas. Nas traseiras, posso ter até três unhas. Enquanto sou bebê, vivo em alto-mar. Quando cresço, gosto de ficar entre profundidades que variam de 25 a 50 metros. Raramente saio para passear em terra firme. Mas a mamãe tartaruga vai sempre que precisa para depositar seus ovos.

São nesses momentos que ficamos mais expostos e desprotegidos. Tanto os predadores naturais quanto a poluição e pesca do homem nos ameaçam, e hoje somos cada vez menos espalhados pelo mundo.

Nossos amigos biólogos investem em projetos que estimulam nossa reprodução e conscientizam as pessoas sobre nossa importância na natureza. Minha família adora e o planeta agradece.

Eu sou o Golfinho

Dono de uma inteligência privilegiada, sou um dos bichinhos mais encantadores do planeta. Apesar de viver em água doce e salgada, não sou um peixe. Sou um mamífero capaz de saltar até 5 metros acima do nível da água. Mergulho a grandes profundidades e posso nadar a mais de 40 km/h.

Existem muitas espécies de golfinhos e somos tão evoluídos, que nossa inteligência é estudada pelos cientistas. Posso ser treinado para vários tipos de atividades, inclusive complexas, e faço amizade muito facilmente.

Assim como o homem, sou um ser que faz mais que as simples funções biológicas de comer e reproduzir. Sabe por quê? Porque eu também adoro brincar. Não resisto a uma boa diversão.

Sou muito sensível. Possuo uma incrível capacidade de ouvir a longas distâncias e um talento especial chamado ecolocalização. Com ele, produzo um som de alta frequência. Esse som me ajuda a localizar obstáculos e os peixes que adoro comer quando saio para caçar em grupo.

Mas, mesmo em grupos, não estamos livres do perigo. Além de nos vender para outros países como alimento, os homens nos pescam para usarem como atrações em parques aquáticos. Isso faz com que muitas vezes fiquemos feridos, sem falar que morar em cativeiro reduz nosso tempo de vida.

Igualzinho a todo mundo, sou muito feliz vivendo em meu habitat natural com meus amigos golfinhos. Já que sou tão sociável, que tal sermos todos amigos?

Eu sou a Arara-azul

Bico enorme, pena azul-escuro e muita beleza distribuída em 1 metro de comprimento. Essa sou eu, uma ave social que vive em família e encanta a Floresta Amazônica, o Cerrado e o Pantanal brasileiro. Posso ser encontrada ainda na Bolívia e no Paraguai.

Estou entre as aves mais inteligentes do mundo. Também sou chamada de arara-jacinto, pois a flor de jacinto possui uma coloração azul bonita como a minha. Meu bico é escuro e seu tamanho pode enganar, já que só como sementinhas de palmeiras, mas tem bastante potência.

Sou a maior da minha família, que inclui também os papagaios, periquitos e araras. Posso pesar até 2 quilos e costumo atingir a maturidade aos 3 anos de idade. Os casais da nossa espécie são muito fiéis, e o papai e a mamãe arara dividem a tarefa de cuidar dos filhotinhos.

Embora minha venda seja proibida, os homens sempre acabam dando um jeito de me comercializar clandestinamente. Isso faz com que o número de araras-azuis caia bastante a cada ano.

Algumas espécies de araras-azuis já foram completamente extintas. Por isso, conto com a conscientização do homem para que eu não desapareça do planeta e possa enfeitar os céus e as florestas por muito tempo.

Eu sou o Lobo-guará

Elegância é meu segundo nome. É que sou inconfundível: orelhas grandes, pernas longas, pelo brilhoso. E, apesar de ser chamado de lobo, sou dócil e inofensivo, andando por aí quase sempre sozinho.

O termo guará vem do tupi-guarani, e quer dizer "pelo de penugem", ou seja, um pelinho bem macio e lisinho. Quando sou bebê, meu pelo é acinzentado. Depois que cresço, vou ficando laranjinha.

Costumo viver no Cerrado e sou encontrado no Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru e Uruguai. Sou mais facilmente visto à tarde e à noite, quando saio para comer tatus e roedores. Mas confesso que adoro comer alguns tipos de frutos, como o araticum e a lobeira. Esta última fruta recebeu esse nome por causa de mim. Biólogos observaram que, depois que eu a como e a devolvo à natureza, a lobeira é mais rapidamente germinada do que aquelas que eu não comi. Além de lindo, faço bem à natureza.

Posso atingir os 115 centímetros de comprimento e até 90 de altura, sendo o maior canídeo da América do Sul. Canídeos são animais da família dos cães, assim como os lobos selvagens.

Por destruírem o Cerrado, em algumas regiões já não posso mais ser encontrado. Isso faz com que eu e meus familiares procuremos refúgio em outros lugares. Infelizmente, essa fuga nos leva a outro grande perigo: os carros que passam pelas estradas próximas. Muitas vezes, meus amiguinhos se acidentam fatalmente.

Três cuidados de grande importância para minha sobrevivência são: preservar o Cerrado, evitando as queimadas e desmatamentos; não caçar os animais da minha espécie; e prestar bastante atenção ao viajar para não me machucar. Minha família agradece.